#009 – Ciclos e estações psíquicas: respeitar o ritmo da vida
A vida não acontece em linha reta. A experiência humana frequentemente se organiza em ritmos: momentos de ação, pausa, crescimento e encerramento. Quando esse ritmo é ignorado, o sofrimento costuma surgir.
Ansiedade, esgotamento e desânimo muitas vezes aparecem quando alguém é cobrado a produzir mesmo exausto, ou impedido de encerrar ciclos importantes. Isso não é fraqueza, mas pode funcionar como resposta de proteção aprendida.
Uma forma didática de compreender esses movimentos é pensar em quatro estações:
- Inverno: proteger e reduzir exigências
- Primavera: recomeçar devagar
- Verão: agir com energia e limites
- Outono: revisar e concluir
Como demonstrou o psicólogo B. F. Skinner (1953), o comportamento responde às condições do ambiente. Quando a vida impõe exigências de desempenho contínuo, o organismo tende a reagir buscando formas de proteção.
A terapia não força mudanças fora do tempo. Ela ajuda a reconhecer a estação atual, ajustar o ritmo e criar condições mais saudáveis para o próximo ciclo.
Cuidar é respeitar o tempo da vida. Quando o ritmo é honrado, mudanças sustentáveis tornam-se mais prováveis.
Na terapia, o ritmo certo é o seu.
